Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é uma viagem nostálgica que tenta capturar a magia dos clássicos jogos de RPG. Desenvolvido pela Level 5, o jogo mergulha os jogadores em um mundo lindamente animado, reminiscente do estilo icônico do Studio Ghibli. Com design de personagens de Yoshiyuki Momose e uma trilha sonora deslumbrante composta por Joe Hisaishi, o jogo consegue criar uma experiência visual e auditivamente cativante.
No entanto, enquanto Ni no Kuni II pode emocionar os entusiastas dos jogos retrô, ele deixa a desejar em várias áreas. A trama carece de profundidade e não envolve os jogadores em um nível significativo. A história parece previsível e falta a ressonância emocional que tornou os RPGs clássicos tão memoráveis.
Além disso, os mecanismos de jogabilidade de Ni no Kuni II não inovam ou se baseiam nos fundamentos estabelecidos por seus predecessores. O combate é repetitivo e falta a profundidade estratégica encontrada em outros RPGs. O jogo também sofre com problemas de ritmo, com longos trechos de jogabilidade monótona que podem torná-lo um tanto arrastado em alguns momentos.
Dito isso, Ni no Kuni II possui algumas qualidades redentoras. Os gráficos são impressionantes, com cores vibrantes e ambientes detalhados que remetem à era de ouro dos jogos. A trilha sonora, composta por Joe Hisaishi, é um verdadeiro destaque, evocando uma sensação de nostalgia e maravilha.
Apesar de suas falhas, Ni no Kuni II: Revenant Kingdom ainda pode encontrar um público entre os entusiastas fervorosos dos jogos retrô. Seu charmoso estilo de arte e elementos nostálgicos oferecem um vislumbre do passado, capturando parte da magia que tornou os RPGs clássicos tão amados. No entanto, aqueles que buscam uma experiência profunda e envolvente podem sentir falta de algo mais. No geral, este jogo recebe uma modesta avaliação de 4/10.





























